Agosto ao gosto da psicologia




Agosto chegou! E esse mês é muito especial, não só por ser o meu aniversário (dia 16.08, só pra enfatizar), mas também por ser o mês da minha querida e amada profissão a Psicologia. Dia 27.08 é o dia do Psicólogo, essa data é devido ao marco de sua regulamentação que foi em 1964 através da Lei 4.119/64. E com exatos 56 anos de vida a minha querida Psicologia ainda não se encontra na sua maturidade, na verdade, não sei te falar em qual fase de desenvolvimento ela está, o que me deixa extremamente triste, pois suas bases têm muito a nos oferecer, como: as tantas teorias, técnicas, abordagens, métodos de intervenção e um baita acervo de autores que pensam e nos apresentam tantas possibilidades para uma possível atuação.


E qual seria o motivo para afirmar que a menina Psicologia ainda não virou “mocinha”? Na minha percepção é devido à forma que os profissionais se apresentam atualmente. Isso é uma crítica, Bela? Sim! É um questionamento sobre a nossa prestação de serviço no momento, pois estamos vivendo num verdadeiro conflito dentro da profissão, esse que vem repleto de questões que envolvem a falta de elementos básicos para um profissional de Psicologia, como: ética, compromisso, responsabilidade, conhecimento e até a definição de área e público de atuação. É muita coisa? Sim, e tudo realidade.


Sem generalizar, pois todas as áreas de atuação existem profissionais bons e profissionais ruins, mas a minha preocupação atual é com o novo psicólogo que acredita que a profissão o torna um popstar, que deve ter milhares de seguidores nas redes e só tirar foto de livro e fazer frases de autoajuda. Nada contra quem faz isso, mas a Psicologia é algo além disso.


Ser psicóloga é saber onde a minha, a sua e a nossa psicologia devem se encontrar. É saber que temos também limitações e podemos determinar qual área devemos atuar e ser especialistas, consequentemente, ser bom no que nos prestamos a fazer. Quem faz tudo, não faz nada, é um clichê? Pode ser, mas na vida real, ninguém consegue saber tudo de Psicologia, isso é humanamente impossível. Mesmo sabendo que tenho colegas que vendem os seus serviços como salvadores do mundo, praticamente um vingador da Marvel!


Calma gente! Não estou criticando quem sabe muito e faz isso, estou simplesmente afirmando que, como em qualquer ciência humana, existem especialidades que são oferecidas para nos auxiliar da melhor forma possível e devemos fazer uso disso, seja um psicólogo especialista numa determinada área e seja o melhor, assim já esta de bom tamanho. Qual o sentido se querer tudo e não fazer nada? Por que não fazer conexões com os colegas de outras áreas para manter uma rede de especialistas e assim encaminhar os casos que você não atende?

A gente vê, a gente ouve, a gente quer Mas será que a gente sabe como é?

(Criolo-Diferenças)


Estamos em 2018 e na minha perspectiva os profissionais de Psicologia precisam começar a entender que se pregamos: empatia, respeito, reciprocidade e várias coisas lindas (que servem na academia e para os outros), devemos aplicar tudo isso na nossa prática profissional. Ser especialista só nos oferece vantagens para desenvolver bem o que pretendemos e favorece a nossa profissão a crescer e começar a entrar numa possível fase “adulta”. Na Psicologia não existe, meu e seu, existe Nosso, sempre. E uma base bem estabelecida nos coloca perante a sociedade como cuidadores da saúde mental dos outros e com a nossa bem tratada, entendeu?


Minha proposta para quem leu esse texto até aqui é a seguinte: se você é um profissional de Psicologia escolha um público, uma área, uma abordagem e até um lugar para atuar e seja o melhor de acordo com a sua escolha. Não se preocupe com concorrência, entenda que existe lugar e espaço para todos, é só ter competência para conquistar o seu espaço.


Por amar tanto a Psicologia vejo que devemos deixar de lado o nosso desejo de massagear o ego e treinar o desapego para nos tornamos autoridade e especialista em algo que realmente sabemos e gostamos de fazer, como consequência teremos o sucesso do nosso trabalho e a psicologia só tende a ganhar mais e mais.

Terra de avião é céu Piso de jangada é mar Livre pra poder chegar Na curva do vento Um recorte no tempo Os extremos vão se encontrar Viver pra poder contar

(Criolo-Diferenças)


Vamos ser profissionais de Psicologia com os nossos saberes bem definidos e articulados com ética, respeito e cuidado conosco e com o próximo.


Dica de filme: Freud além da alma,1962.



Dica de música: Criolo - Diferenças (Tabu Brasil)





Textos em destaque
Posts em breve
Fique ligado...
Posts recentes