Janeiro Branco x trânsito


A campanha se dedica a convidar as pessoas a pensarem sobre suas vidas, o sentido e o propósito das suas vidas, a qualidade dos seus relacionamentos e o quanto elas conhecem sobre a si mesmas, suas emoções, seus pensamentos e sobre os seus comportamentos. Seu foco é na promoção de saúde emocional.

O trânsito é sempre citado como o fator estressor que mais influencia no adoecimento das pessoas e isso independe de classe econômica, localidade e região do Brasil. Como dado para se observar o trânsito deve ser o gerador que mais contribui mais o adoecimento mental.

Sendo bem clara: O trânsito é um espaço muito estressante! Imagina: uma pessoa que precisa trabalhar 8 horas por dia de segunda-feira a sábado e para chegar ao trabalho ela precisa acordar 5 horas da manhã, sair de casa às 6 horas para começar suas atividades às 8 horas? Sim! Foram 2 horas para chegar ao seu trabalho e não significa que o trabalho fica tão distante assim, é algo que se fosse de carro próprio ou num aplicativo de mobilidade, chegaria em 40 minutos, o que ainda é muito tempo no mesmo transporte parado e esperando chegar.

Você conseguiu observar nessa trajetória de 4 horas de transporte diariamente, contendo ida e volta o quanto uma pessoa se prejudica tentando se locomover?

O dia tem 24 horas e hoje a média de tempo dos brasileiros para se conduzirem é de 4 horas! Boa parte do tempo que você poderia usar para trabalhar, se alimentar, fazer atividade física ou até mesmo dormir, você perde tempo no trânsito, sim perde! Não vou romantizar dizendo que esse tempo pode ser utilizado para sua diversão, afinal o nosso transporte coletivo não é nada divertido, né? E para quem vai de carro é menos tempo, né bela? Menos tempo não significa menos estresse! Ok? Você com pressa, com fome e doido para chegar à sua casa e tendo que ter sua atenção completa dedicada a conduzir um veículo, isso não estressa?

Com esse aglomerado de carros que preenchem as cidades e antes poderíamos até dizer que era só evitar o horário de pico, que pico? Tem isso mais não, seja 6h, 9h ou 12 horas da manhã é engarrafamento direto e ai entra questões externas e concretas como: falta de estruturas das cidades para receber tantos carros, a falta de preferência para ônibus, bicicletas e ausência total de prioridade ao pedestre, tudo isso você já sabe e enxerga bem na sua cidade.

Você pode me perguntar: e a culpa é de quem?

Na verdade é um conjunto de culpados (verdade seja dita) já citei as questões a cima, os acusados são os nossos gestores em trânsito que parecem que realmente não precisam se deslocar! Incrível isso, como que hoje com tantas atividades para fazer o nosso trânsito ainda é tão deficiente?

Ansiedade, estresse, depressão e tristeza são recorrentes nas pessoas que participam do sistema trânsito e qual seria a solução?

Essas são possíveis soluções para esse acumulado de sensações que são geradas pelo trânsito:

  • Uma das sugestões é se programar com antecedência para suas atividades, por exemplo, separe suas roupas da semana para evitar perder tempo se arrumando.

  • Regule sua alimentação, quem passa muito tempo num transporte parece que se esquece de comer e isso pode ser evitado com uma medida simples: leve sua comida na bolsa, pode ser frutas, lanches e o que você gosta, use o tempo ao seu favor.

  • Se possível não agende várias atividades no mesmo turno, a possibilidade de acontecer um atraso é bem grande, então fazer as coisas sem se preocupar tanto com o tempo de sair é algo que não gera tanto estresse.

  • Para obter aquela ajuda especializada para enfrentar tudo isso: procure um profissional de psicologia para relatar tudo que pode ocorrer nesses trajetos e como saber lidar com as inúmeras questões da nossa mente, coloque nos seus planos fazer uma terapia para prevenir, remediar e tratar sua saúde mental para lidar com o trânsito e todas as questões da vida.

Dica de Música: Lulu Santos - a cura


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